TRANSFORMAÇÃO E CULTO RACIONAL
A ÉTICA CRISTÃ EM ROMANOS 12:1-2
Palavras-chave:
Romanos, Ética, ética cristã, Culto, mente, Teologia paulina, PauloResumo
O presente artigo tem como objeto de estudo Romanos 12.1–2, texto em que o apóstolo Paulo estabelece a transição entre a exposição doutrinária da salvação (Rm 1–11) e sua aplicação prática na vida cristã (Rm 12–16). Nesses versículos, Paulo apresenta dois conceitos fundamentais: o “culto racional”, que expressa a entrega consciente da vida como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, e a “transformação da mente”, processo contínuo de renovação que capacita o crente a discernir e viver segundo a vontade divina. O objetivo da pesquisa é compreender as implicações éticas da salvação a partir desse texto, verificando de que maneira a teologia paulina fundamenta uma ética cristã integral. A pergunta norteadora é: quais são as implicações éticas da salvação apresentadas por Paulo em Romanos 12.1–2? A hipótese levantada é que Paulo une, nesses versículos, a experiência da salvação à prática cotidiana do crente, mostrando que a ética cristã não é imposta de fora, mas resulta de uma nova identidade em Cristo. O método utilizado é o histórico-gramatical, aplicado tanto na análise do contexto literário e teológico da Carta aos Romanos quanto no estudo dos termos gregos centrais do texto. A pesquisa pretende oferecer uma contribuição acadêmica para os estudos da Teologia Paulina e, ao mesmo tempo, servir como recurso prático para a igreja, evidenciando que o verdadeiro culto a Deus vai além da liturgia e se manifesta em uma vida transformada, ética e comprometida com o Reino de Deus.
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